Love Hard: quando nos apaixonamos pela ideia antes de conhecermos a pessoa
Love Hard parece uma comédia romântica de Natal, mas por baixo do humor fala de insegurança, aparência, idealização e do medo de não sermos suficientes para alguém ficar.
Love Hard parece, à primeira vista, uma comédia romântica de Natal sobre um encontro online que corre terrivelmente mal. Mas por baixo da neve, das luzes e do humor, encontro uma história sobre solidão, insegurança, atração, idealização e o medo profundamente humano de que aquilo que somos não seja suficiente para alguém ficar.
Este artigo contém detalhes importantes sobre a história e o final de Love Hard.
Há filmes que vejo uma vez e guardo com carinho.
E depois há aqueles a que regresso.
Love Hard é um deles.
Vi-o pela primeira vez quando estreou na Netflix, na época do Natal, e desde então já perdi a conta às vezes que o revi. Há qualquer coisa naquela mistura de luzes de Natal, humor, romance e vulnerabilidade que me continua a fazer voltar.
Mas acho que aquilo que realmente me prende ao filme não é apenas a história de amor.
É o medo que existe por baixo dela.
O medo de mostrarmos quem somos verdadeiramente e descobrirmos que isso não chega.
Num mundo onde a aparência tem um peso enorme — por vezes tão grande que parece ultrapassar características como a bondade, a sensibilidade, a honestidade ou a capacidade de criar uma ligação verdadeira — não é difícil começar a olhar para nós próprios e perguntar:
“Porque é que alguém haveria de escolher-me?”
E talvez seja precisamente aí que começa Love Hard.
Quando queremos ser amados, mas temos medo de ser vistos
Josh não começa a história acreditando que alguém poderá apaixonar-se por ele tal como é.
Esse detalhe muda tudo.
Porque quando cria um perfil usando as fotografias de Tag, não está apenas a construir uma mentira para conseguir mais correspondências numa aplicação.
Está, de alguma forma, a dizer:
“Eu não acredito que a minha própria cara seja suficiente para alguém querer conhecer tudo o resto.”
Isso não torna o que fez aceitável.
Natalie acredita estar a falar com outra pessoa. Cria expectativas, desenvolve sentimentos e atravessa o país para surpreender alguém que pensa conhecer.
Quando chega e descobre a verdade, a situação é assustadora.
Se retiro durante alguns segundos a música natalícia, o humor e o conforto de saber que estou dentro de uma comédia romântica, consigo perceber perfeitamente o medo dela.
Uma mulher viaja sozinha para encontrar um homem que conheceu online e descobre que ele mentiu sobre a própria identidade.
Na vida real, não haveria qualquer garantia de que aquela situação seria segura.
Por isso, compreender Josh não pode significar minimizar aquilo que fez.
Mas também não acho que compreender uma pessoa seja a mesma coisa que desculpá-la.
Há uma diferença enorme entre dizer “não fez nada de errado” e dizer “consigo perceber de onde nasceu aquilo que fez”.
E eu consigo perceber Josh.
Não porque concorde com a mentira, mas porque reconheço o medo que existe por baixo dela.
A ansiedade.
A baixa autoestima.
A comparação constante.
A sensação de olhar para outras pessoas e pensar que elas possuem tudo aquilo que nos falta.
E a solidão de quem talvez já tenha tentado ser escolhido sendo ele próprio e começou a acreditar que isso nunca aconteceria.
Há pessoas que passam tanto tempo convencidas de que serão rejeitadas que começam a rejeitar-se primeiro.
Mudam fotografias.
Escondem partes da personalidade.
Evitam determinadas situações.
Tentam parecer mais interessantes, mais bonitas, mais confiantes, mais desejáveis.
Às vezes nem é preciso criar uma identidade falsa numa aplicação.
Há versões muito mais silenciosas de catfishing que fazemos connosco próprios todos os dias.
Podemos não usar a fotografia de outra pessoa.
Mas talvez escondamos aquilo de que gostamos.
Talvez finjamos que determinada coisa não nos magoa.
Talvez mudemos a maneira como falamos.
Talvez tentemos ser menos intensos, menos emotivos, menos estranhos, menos nós.
Tudo porque existe uma pergunta escondida por baixo dessas pequenas alterações:
Se me conhecerem mesmo, continuam a querer-me?
Natalie também está apaixonada por uma ideia
Seria fácil transformar Josh no único responsável pela ilusão de Love Hard.
Mas acho que isso tornaria o filme menos interessante.
Porque Natalie também começa a história presa a uma imagem.
Ela quer uma ligação verdadeira. Sente-se sozinha. Está cansada de relações que não resultam e quer finalmente encontrar alguém com quem consiga construir alguma coisa real.
Essa necessidade é genuína.
Mas, ao mesmo tempo, existe uma ideia bastante definida da pessoa que procura.
E quando vê as fotografias de Tag, muita coisa parece encaixar.
A aparência.
O perfil.
Aquilo que imagina que ele poderá ser.
Antes de conhecer verdadeiramente aquela pessoa, já existe uma narrativa a formar-se.
É uma coisa muito humana.
Conhecemos alguém e começamos a preencher os espaços vazios.
Uma mensagem carinhosa transforma-se em sensibilidade.
Um gosto em comum transforma-se em compatibilidade.
Uma fotografia bonita transforma-se numa personalidade que ainda não conhecemos.
Uma conversa excelente transforma-se num futuro inteiro que ainda não aconteceu.
Não fazemos isto necessariamente porque somos superficiais.
Fazemo-lo porque a imaginação completa aquilo que ainda não sabemos.
E muitas vezes completa-o com aquilo que desejamos encontrar.
Às vezes, não estamos apaixonados por uma pessoa — estamos apaixonados pela ideia que criámos dela antes de a conhecermos de verdade.
Por isso, às vezes não estamos propriamente apaixonados por alguém.
Estamos apaixonados pela promessa daquela pessoa.
Pelo que achamos que ela poderá ser.
Pela forma como acreditamos que nos fará sentir.
Pela vida que imaginamos ao lado dela.
E acho que Love Hard brinca muito bem com esta ideia porque coloca Natalie diante de duas pessoas que representam coisas completamente diferentes.
Tag corresponde à imagem.
Josh corresponde à ligação.
Tag parece certo até Natalie precisar de deixar de ser ela própria
Há uma coisa na tentativa de Natalie se aproximar de Tag que sempre me pareceu especialmente importante.
Quanto mais tenta ser a mulher ideal para ele, menos Natalie parece Natalie.
Começa a adaptar-se.
A esconder gostos.
A fingir interesse.
A tentar encaixar numa realidade que não é verdadeiramente a dela.
E isto diz muito mais sobre compatibilidade do que qualquer aplicação de encontros conseguiria dizer.
Podemos partilhar interesses com alguém e não existir intimidade nenhuma.
Podemos não ter uma lista enorme de gostos em comum e, ainda assim, sentir que aquela pessoa nos compreende de uma forma rara.
Compatibilidade não é conseguirmos passar num teste.
É não precisarmos de estar permanentemente a representar.
Quando Natalie tenta conquistar Tag, sinto que está constantemente a encolher partes de si para conseguir caber no mundo dele.
E uma relação em que preciso de diminuir aquilo que sou para continuar a ser desejada nunca me parece realmente segura.
Se esta pessoa se apaixonar pela versão que criei para ela, quem é que ela está realmente a amar?
É uma ironia interessante dentro do próprio filme.
Josh mente sobre a aparência porque acredita que a verdade não será suficiente.
Natalie começa a mentir sobre características suas porque acredita que, para conquistar Tag, também precisa de ser diferente.
São mentiras de naturezas e gravidades diferentes.
Mas ambas nascem de um lugar semelhante:
o medo de que quem somos não chegue.
A aparência pode iniciar uma história. Não consegue sustentá-la sozinha.
Não gosto quando uma história romântica tenta ensinar que a aparência não importa absolutamente nada.
Porque não acho que seja verdade.
A atração física existe.
É importante.
Podemos olhar para alguém e sentir imediatamente qualquer coisa.
E não há nada de errado nisso.
O problema começa quando tratamos essa primeira atração como se fosse uma prova de compatibilidade.
Uma pessoa pode ser lindíssima e deixar-nos emocionalmente vazios.
Outra pode não despertar imediatamente aquela reação e, com o tempo, tornar-se cada vez mais bonita aos nossos olhos porque começamos a associar o rosto, a voz e os gestos àquilo que sentimos quando estamos com ela.
Já me aconteceu.
Uma boa conversa pode ser incrivelmente atraente.
A inteligência.
O humor.
A maneira como alguém nos escuta.
A sensação de segurança.
A forma como uma pessoa se lembra de uma pequena coisa que dissemos dias antes.
Aquele conforto raro de perceber que não precisamos de calcular cada frase antes de a dizer.
Tudo isso também constrói atração.
E é precisamente aí que Josh começa lentamente a ocupar um espaço que Tag nunca conseguiu preencher.
Josh tem aquilo que Tag não consegue oferecer: ligação
Natalie aproxima-se de Josh quando deixa de olhar para ele apenas através da mentira.
Não porque subitamente a aparência deixe de existir.
Não porque o filme esteja a dizer que devemos apaixonar-nos por qualquer pessoa simpática que apareça.
E muito menos porque alguém nos tratar bem lhe dê automaticamente direito ao nosso amor.
A diferença está naquilo que vai acontecendo entre os dois.
Eles conversam.
Partilham coisas.
Conhecem fragilidades.
Há humor.
Há conforto.
Há cumplicidade.
Há momentos em que Natalie não parece estar a tentar impressionar Josh.
Ela simplesmente existe ao lado dele.
E isso é uma forma de intimidade que muitas vezes subestimamos.
Não é tão imediata como uma fotografia bonita numa aplicação.
Não provoca necessariamente aquele impacto dos primeiros segundos.
Mas cresce.
Uma conversa leva a outra.
Uma memória começa a existir.
Depois outra.
Começamos a reconhecer a maneira como alguém ri.
Percebemos quando está nervoso.
Aprendemos as inseguranças.
Descobrimos aquilo que o entusiasma.
E a pessoa deixa de ser apenas um rosto.
Passa a ser tudo aquilo que sentimos associado a esse rosto.
Talvez seja por isso que acredito que a atração também pode nascer.
Não porque devamos obrigar-nos a sentir alguma coisa.
Mas porque conhecer verdadeiramente alguém pode revelar formas de beleza que uma fotografia nunca conseguiria mostrar.
Ser desejado não é o mesmo que ser conhecido
Existe uma diferença enorme entre alguém desejar a nossa imagem e alguém conhecer-nos.
Ser desejado pode alimentar o ego.
Ser conhecido exige vulnerabilidade.
Quando alguém gosta daquilo que mostramos, existe sempre alguma segurança.
Podemos controlar a imagem.
Escolher a fotografia.
Editar aquilo que dizemos.
Esconder partes menos bonitas.
Mas uma relação verdadeira começa precisamente quando perdemos parte desse controlo.
Quando alguém nos vê cansados.
Inseguros.
Ansiosos.
Com medo.
Quando percebe as nossas imperfeições.
Quando conhece aquelas partes que nós próprios temos dificuldade em aceitar.
E continua ali.
Talvez seja isso que Josh procura desde o início, apesar de escolher a pior maneira possível de tentar alcançá-lo.
Ele quer ser escolhido.
Mas tem tanto medo de apresentar a pessoa verdadeira que impede Natalie de poder escolhê-lo de forma honesta.
E existe aqui uma contradição dolorosa:
Não podemos descobrir se alguém nos ama por aquilo que somos enquanto lhe mostramos outra pessoa.
Podemos conseguir atenção.
Podemos conseguir desejo.
Podemos até conseguir carinho.
Mas haverá sempre uma dúvida:
“Se soubesse a verdade, ainda ficava?”
E essa dúvida acaba por tornar-se uma prisão.
A insegurança explica muita coisa. Não apaga responsabilidade.
Esta talvez seja uma das ideias de Love Hard que mais me interessa.
Eu acredito em segundas oportunidades.
Acredito que há uma razão por detrás das ações das pessoas.
E acredito que compreender essa razão pode mudar completamente a forma como olhamos para alguém.
Mas uma segunda oportunidade não significa fingir que a primeira escolha nunca aconteceu.
Josh magoou Natalie.
Colocou-a numa situação que ela não escolheu.
Retirou-lhe informação essencial para poder decidir se queria ou não construir aquela ligação.
Isso importa.
Ao mesmo tempo, não vejo nele alguém cruel.
Vejo alguém inseguro que tomou uma decisão errada porque acreditava que a verdade sobre si próprio o condenaria à rejeição.
Essas duas coisas podem coexistir.
Ele pode estar emocionalmente ferido.
E pode ser responsável pelo que fez.
Talvez maturidade emocional seja precisamente conseguirmos sustentar duas verdades ao mesmo tempo sem precisarmos de apagar uma delas.
Compreender não é absolver.
Perdoar não é esquecer.
Dar uma segunda oportunidade não significa dizer que não existiram consequências.
Significa reconhecer que uma pessoa pode fazer algo errado e ainda assim ser capaz de aprender, mudar e escolher melhor depois.
O problema de procurar alguém perfeito
As aplicações de encontros dão-nos uma sensação curiosa de abundância.
Outro perfil.
Outro rosto.
Outra possibilidade.
Se alguma característica não corresponde àquilo que procuramos, basta continuar.
Mais uma pessoa.
Depois outra.
E outra.
É fácil começarmos a tratar relações como uma lista de requisitos.
Altura.
Aparência.
Profissão.
Interesses.
Estilo de vida.
Gostos.
Localização.
E não acho errado termos preferências.
Todos temos.
O problema surge quando confundimos preferências com garantias.
Uma pessoa pode preencher a lista inteira e não nos fazer sentir absolutamente nada.
Outra pode falhar vários critérios e oferecer exatamente aquilo que nunca soubemos colocar numa lista.
Segurança.
Leveza.
Cumplicidade.
Honestidade.
Presença.
Paz.
Uma conversa que não queremos que termine.
Um silêncio que não precisa de ser preenchido.
O sentimento de podermos ser ridículos sem receio de julgamento.
Talvez algumas das características mais importantes numa relação sejam precisamente aquelas que não conseguimos selecionar num filtro.
A atração não é uma dívida. Ninguém nos deve amor por ser uma boa pessoa — mas também não precisamos de reduzir uma pessoa à primeira impressão que tivemos dela.
O facto de Natalie acabar por desenvolver sentimentos por Josh não significa que todas as pessoas devam dar uma oportunidade romântica a alguém por quem não sentem atração.
Ninguém nos deve amor porque é uma boa pessoa.
Ninguém nos deve desejo porque fomos gentis.
Ninguém precisa de justificar por que razão não existe química.
Podemos reconhecer todas as qualidades de alguém e continuar a não querer uma relação romântica com essa pessoa.
E isso é legítimo.
O que acontece entre Natalie e Josh é diferente.
Existe uma ligação que já estava a crescer antes de ela perceber exatamente aquilo que significava.
A atração surge dentro dessa proximidade.
Não por obrigação.
Não por pena.
Mas porque a forma como ela passa a vê-lo muda à medida que conhece mais partes dele.
E talvez seja esse o ponto mais bonito.
Não é que a aparência deixe de importar.
É que deixa de ser a única coisa que Natalie consegue ver.
A solidão também aparece muitas vezes associada à ausência de pessoas.
Mas podemos estar rodeados e sentir-nos profundamente sozinhos.
Podemos receber atenção e sentir que ninguém nos conhece.
Podemos ser desejados e continuar convencidos de que, se alguém descobrir determinadas partes de nós, irá embora.
Talvez por isso a ligação emocional tenha tanto peso.
Porque existe uma diferença entre alguém olhar para nós e alguém ver-nos.
O final funciona porque já não existe uma personagem para interpretar
É precisamente por isso que gosto tanto do final.
Depois de tantas identidades construídas, expectativas, fantasias e tentativas de parecer aquilo que o outro poderá querer, a história regressa ao ponto mais simples.
Duas pessoas.
Sem fotografias falsas.
Sem alguém a tentar encaixar no mundo de outra pessoa.
Sem uma lista de características perfeitas.
Sem uma versão cuidadosamente construída.
Não é um final bonito porque Josh conseguiu convencer Natalie de que merece amor.
É bonito porque, quando finalmente existe a possibilidade de uma relação, Natalie já sabe quem ele é.
Pode escolher com informação.
Pode decidir olhando para a pessoa real.
E isso muda completamente o significado.
O amor deixa de depender da pergunta:
“Será que gostarias de mim se eu fosse outra pessoa?”
E começa finalmente a poder responder a outra:
“Agora que sabes quem sou, ainda queres ficar?”
Para alguém que passou tanto tempo convencido de que a própria aparência o tornava insuficiente, talvez não exista resposta mais poderosa.
Talvez o verdadeiro oposto da solidão não seja ter alguém ao nosso lado. Talvez seja sentir que podemos ser conhecidos sem precisarmos de desaparecer dentro daquilo que o outro espera de nós.
É muito fácil dizer que devemos amar-nos a nós próprios antes de alguém nos amar.
Na prática, essa frase pode parecer quase cruel quando alguém está preso em ansiedade, baixa autoestima ou anos de rejeição.
A confiança não aparece porque alguém nos mandou olhar ao espelho e reconhecer o nosso valor.
É construída.
Às vezes lentamente.
E acredito que as relações também podem fazer parte dessa construção — desde que não sejam a única fonte onde procuramos valor.
Eu compreendo o medo de Josh.
Compreendo aquela sensação de olhar para o mundo e pensar que existem sempre pessoas mais bonitas, mais interessantes, mais confiantes, mais fáceis de escolher.
E compreendo como isso pode alimentar a ideia de que talvez seja necessário mudar alguma coisa para finalmente sermos amados.
Mas existe um preço enorme em conseguir amor através de uma personagem.
Porque, mesmo quando alguém fica, continuamos sozinhos.
A pessoa está ao nosso lado.
Mas nós continuamos escondidos.
E talvez seja essa a parte de Love Hard que fica comigo depois das luzes de Natal desaparecerem.
Eu não quero apenas ser escolhida.
Quero poder ser reconhecida dentro dessa escolha.
Porque a aparência pode despertar curiosidade.
Pode criar atração.
Pode aproximar duas pessoas.
Mas sozinha não constrói a segurança emocional que faz uma relação tornar-se casa.
Para mim, aquilo que realmente importa começa depois:
conexão emocional.
segurança.
honestidade.
transparência.
E aquela rara tranquilidade de saber que não precisamos de fingir ser outra pessoa para que alguém queira continuar ali.
Talvez encontrar alguém não seja descobrir a pessoa que corresponde perfeitamente à imagem que criámos. Talvez seja encontrar alguém diante de quem finalmente deixamos de precisar de criar uma imagem.
E tu? Já alguma vez criaste uma ideia tão perfeita de alguém que só mais tarde percebeste que não correspondia à pessoa real?
Acreditas que a atração pode crescer quando existe uma ligação emocional forte?
E existe alguma parte de ti que ainda tens medo de mostrar por receio de que alguém decida afastar-se? Conta-me nos comentários, se te sentires confortável.